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Clássico Tu-Tu: A rivalidade que ecoa no futebol mineiro - Capítulo 7 - Balanço da temporada (15/03/2025)


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Postado
  Em 10/02/2025 em 23:42, mfeitosa disse:

Esse Mácio não alivia! Hehehe! Bota moral no vestiário.
Minha torcida já é dele e do Tupi, também pelas cores do time!

E essa Luciana aí? Tá de brincadeira! 

Uma pena perder o Jahara tão cedo, mas faz parte do processo.

Pelo menos, em termos de resultados, ambos os times estão muito bem até aqui.
 

Expand  

Feitosa, o Mácio é linha dura mesmo! 😂 Segura a bronca no vestiário e não deixa ninguém sair da linha. E olha, a torcida pelo Tupi tem justificativa, porque as cores são praticamente irmãs do Vozão hahah! ⚫⚪

Luciana tá tentando derrubar o menino Cal hahah. Sobre o Jahara, realmente foi uma pena perdê-lo tão cedo, mas faz parte do jogo. Pelo menos, os resultados estão vindo e os times seguem fortes! Vamos ver até onde vão nessa temporada!

  Em 15/02/2025 em 18:06, MitoMitológico disse:

Manter jovens promessas não é fácil. Tem que blindar do assédio dos outros clubes e infelizmente, não foi possível para Cal segurar Jahara de ser vendido. Foi uma facada da diretoria hein

Já no Tupi o Mácio, apesar de rigoroso, tem que ficar contente com o sucesso da equipe até aqui. Mas claro, é até positivo que ela tenha o foco na fase final, que é quando termina.

Ambos se classificaram na fase final do Módulo II então, certo?

Boa Sorte.

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MM, realmente, manter jovens promessas é uma missão árdua! E o caso do Jahara foi um golpe duro, infelizmente não teve jeito. A diretoria, dessa vez, falhou na blindagem. 

Sobre o Mácio, é bom que o Tupi esteja focado na fase final, mas vale lembrar que o Tupi está no Módulo II, enquanto o Tupynambas segue no Módulo III, então a competição é diferente. Mas ambos se classificaram, então já é um grande feito!

Boa sorte para os dois times na sequência da competição!

  Em 15/02/2025 em 19:03, Fernandinhobol disse:

Mácio é bruto mesmo, é uma ideologia de trabalho do homem. Mas olha aí os resultados, na liderança da primeira fase! Tomara que o Tupi consiga seguir nessa linha e voltar ao Módulo I !

E o Jahara... coitado, foi enfeitiçado pela mulher pra ir para o poderoso Operário-MS... Espero que o Tupynambás consiga subir também.

Expand  

Fernandinho, o Mácio realmente é aquele tipo de treinador que não tem frescura, é trabalho duro e o resultado está aparecendo! Liderando a primeira fase, o Tupi está no caminho certo. Se manter a pegada, quem sabe o Módulo I não vem logo mais! 

Agora, sobre o Jahara... a mulher tem um poder de convencimento forte, né? 😂 Foi para o Operário-MS, mas quem sabe isso abre portas para o futuro. E com certeza, torço para que o Tupynambas também consiga o acesso, seria uma grande conquista! Vamos ver como as coisas se desenrolam!

Postado

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Capítulo 4 - A fase final o estadual (05/03/2025)

Eram só 60 segundos

O vestiário do Tupi estava silencioso após a vitória na última rodada, mas sem o acesso garantido, o sentimento era amargo. Mácio entrou e olhou nos olhos de cada jogador antes de começar a falar.

— Pessoal, primeiro, parabéns pela campanha. Lutamos até o fim, mostramos futebol e crescemos como equipe. Mas hoje, precisamos falar de algo fundamental: mentalidade.

Capturar5a93697e46c2906ec.pngEle caminhou pelo vestiário, sentindo o peso da derrota estampado nos rostos dos jogadores.

— Na penúltima rodada, tínhamos o acesso na mão. Seguramos o Mamoré até os acréscimos. Mas no minuto 92, uma falta de concentração, um detalhe, e tudo desmoronou. O Yann Motta é experiente, mas caiu na armadilha. O Martins cavou o pênalti e acabou com nossas chances. Isso não pode acontecer em um time que quer subir.

Os jogadores escutavam atentamente. Mácio prosseguiu:

— O futebol não é só tática, nem só talento. É mentalidade. Se olharem bem, vão ver que um dos nossos que mais lutou foi o Mamute. Um jovem, mas com um espírito de guerreiro. Ele brigou por cada bola como se fosse a última. Isso faz a diferença.

Os olhares se voltaram para o jovem zagueiro, que, apesar da frustração, parecia absorver cada palavra.

— O Brasileirão Regional vem aí, e vamos ter outra chance. Mas precisamos ser mais fortes aqui — disse, apontando para a cabeça. — Cada minuto importa. Cada dividida conta. Cada erro pode custar o acesso.

Ele respirou fundo, deu um último olhar ao grupo e concluiu:

— Agora, vamos levantar a cabeça e focar no que vem pela frente. Vocês mostraram que têm futebol. Agora é hora de mostrar que têm mentalidade.

Horas depois, Mácio se reuniu com o diretor Renato Silva no escritório do clube.

— Fizemos um grande campeonato, mas faltou experiência para segurar a pressão, Renato. Não podemos entrar no Brasileirão Regional assim — disse o treinador.

O diretor assentiu, cruzando os braços.

— Já estamos de olho no mercado. Precisamos de reforços pontuais: um meia que controle o jogo e um centroavante decisivo. Vamos trazer nomes que agreguem ao grupo.

Mácio balançou a cabeça em aprovação.

— Precisamos de jogadores que elevem o nível. Esse Brasileirão Regional não vai nos dar margem para erro.

Renato Silva sorriu, confiante.

— Confie, Mácio. Vamos montar um time para brigar pelo acesso. Dessa vez, não vamos deixar escapar.

🗓️ Calendário fase final;
📊 Tabela fase final.


Problemas pessoais

o outro lado da cidade o clima era parecido. 

O vestiário do Tupynambás estava mergulhado em um silêncio amargo. Os jogadores ainda tentavam assimilar a eliminação, a dolorosa derrota para o Valeriodoce. Cal respirou fundo, olhou para cada um deles e decidiu falar.

— Olha, eu sei que ninguém queria estar aqui desse jeito. Perdemos. Machuca. Foi feio. Mas agora não é hora de apontar dedos. Agora é hora de entender o que nos trouxe até aqui e como vamos sair mais fortes disso.

CAPITLO-4-1c9cb2f9fe133132a.pngEle fez uma pausa, tentando captar a atenção dos jogadores, muitos cabisbaixos.

— Desde que cheguei aqui, sempre acreditei no potencial desse grupo. Passamos pelo Nacional com autoridade, mostramos nosso futebol. Mas contra o Valeriodoce, nossa defesa falhou, nosso meio não segurou o jogo, e o ataque, apesar do esforço, não foi suficiente. Agora, eu pergunto: o que a gente quer? Vamos nos lamentar ou vamos levantar a cabeça e encarar o Brasileirão Pré-Regional com tudo que temos?

O atacante Júlio Cesar, um dos mais promissores do elenco, ergueu a cabeça e respondeu firme:

— Professor, a gente quer esse acesso. Sei que falhamos, mas não vamos repetir esses erros. Esse grupo tem compromisso, e a gente vai provar isso.

Outros jogadores concordaram, murmurando palavras de incentivo. Cal balançou a cabeça em aprovação.

— É disso que estou falando. A gente não pode se deixar abalar por um revés. A mentalidade vai definir onde esse time vai chegar. Se vocês realmente acreditam nisso, então a partir de agora, cada treino tem que ser tratado como uma final. Porque nós vamos entrar no Pré-Regional para subir, e ninguém vai nos parar.

Os jogadores bateram palmas e se uniram em um grito de motivação. O grupo estava fechado.

🗓️ Fase final do Módulo III


Enquanto isso, em outra sala do clube, Cal se encontrava com o diretor Rafael Farias. O clima era diferente, mais pesado.

— Cal, eu sei que essa eliminação foi um golpe duro, mas precisamos conversar sobre o que vem pela frente — começou Rafael, com um tom sério. — A diretoria está preocupada. Não só pelos resultados, mas porque problemas externos estão interferindo. Você sabe do que estou falando.

Cal suspirou, sabendo que Rafael se referia ao clima tenso entre ele e Luciana, sua esposa.

— Eu entendo, Rafael. Sei que minha vida pessoal não pode afetar meu trabalho aqui. Mas o grupo está fechado, e eu estou totalmente comprometido com esse acesso.

Rafael cruzou os braços e continuou:

— Espero que sim. Porque não teremos reforços. O clube está apertado financeiramente, e não há margem para contratações. O que temos é isso. E com esse elenco você vai ter que buscar o acesso.

Cal assentiu. Sabia que seria difícil, mas estava disposto a provar que esse time era capaz.

— Tudo bem. Vamos com o que temos. Mas pode ter certeza, Rafael: a gente vai conseguir esse acesso.

O diretor observou o treinador por um momento antes de dar um aceno curto.

— Espero que sim, Cal. Espero que sim.

  • ElPerroMG mudou o título para Clássico Tu-Tu: A rivalidade que ecoa no futebol mineiro - Capítulo 4 - A fase final o estadual (05/03/2025)
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Caramba o jogo contra o Mamoré realmente decidiu o destino do Tupi. Uma pena que o acesso não veio pros dois times, que agora vão ter que superar suas próprias e distintas dificuldades para fazer um segundo semestre ainda melhor e no ano seguinte conseguir subir.

Boa Sorte.

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É, para o Tupi faltou pontuar nos confrontos diretos contra Mamoré e Democrata. Talvez contra o Mamoré, já que o Democrata não perdeu pra ninguém. No mais, campanha boa e que nos deixa com esperança para a próxima temporada. Agora é reforçar o time e ir pro Regional.

Já o Tupynambás teve um apagão nesse primeiro jogo contra o Valeriodoce, uma pena. O segundo jogo mostrou que a história poderia ser diferente também. E sem condições de investir, vai ter que tirar leite de pedra aqui.
 

Postado
  Em 06/03/2025 em 11:29, MitoMitológico disse:

Caramba o jogo contra o Mamoré realmente decidiu o destino do Tupi. Uma pena que o acesso não veio pros dois times, que agora vão ter que superar suas próprias e distintas dificuldades para fazer um segundo semestre ainda melhor e no ano seguinte conseguir subir.

Boa Sorte.

Expand  

Obrigado, MM! Realmente, aquele jogo foi decisivo para o Tupi, e é uma pena que ambos não conseguiram o acesso. Agora é focar em corrigir os erros e fortalecer o time para o segundo semestre. Que venha uma temporada ainda melhor no próximo ano!

  Em 06/03/2025 em 14:03, mfeitosa disse:

É, para o Tupi faltou pontuar nos confrontos diretos contra Mamoré e Democrata. Talvez contra o Mamoré, já que o Democrata não perdeu pra ninguém. No mais, campanha boa e que nos deixa com esperança para a próxima temporada. Agora é reforçar o time e ir pro Regional.

Já o Tupynambás teve um apagão nesse primeiro jogo contra o Valeriodoce, uma pena. O segundo jogo mostrou que a história poderia ser diferente também. E sem condições de investir, vai ter que tirar leite de pedra aqui.
 

Expand  

Boa análise, Feitosa! Faltou mesmo ao Tupi pontuar nesses confrontos diretos, principalmente contra o Mamoré. Mas, no geral, a campanha foi positiva e dá uma base para a próxima temporada. Agora é reforçar e encarar o Regional com tudo!

Quanto ao Tupynambás, aquele primeiro jogo custou caro... No segundo, deu para ver que a equipe tinha condições de fazer mais. Sem margem para grandes investimentos, vai ser na base da superação. Que venha um segundo semestre melhor para todos nós!

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Capítulo 5 - Conflitos, Reencontros e Recomeços (09/03/2025)

As luzes da casa estavam acesas, mas o clima era sombrio. Nos últimos meses, Cal e Luciana haviam transformado o lar em um verdadeiro campo de batalha. Desde a venda de Jahara, cada conversa entre eles parecia uma briga disfarçada, uma disputa de egos e sentimentos mal resolvidos. Para Cal, perder um jogador como Jahara não era apenas uma questão técnica, mas também uma traição por parte da esposa. Para Luciana, aquilo fora um grande negócio, um passo importante para sua carreira como empresária no futebol. O problema era que, por mais que tentassem seguir em frente, Jahara ainda os assombrava.

Ver o jogador brilhar em outro clube era um lembrete constante do que Cal havia perdido. Enquanto isso, Luciana enfrentava sua própria turbulência. No mercado, começavam a questioná-la por vender um talento local para um clube sem grande projeção. Era como se a venda de Jahara tivesse gerado um peso que ambos precisavam carregar, mas em direções opostas.

Foi nesse cenário de tensão que Karina reapareceu. O reencontro aconteceu de forma inesperada, em um café no centro de Juiz de Fora. Cal estava ali para escapar do ambiente tóxico de casa, quando ouviu aquela voz familiar chamando seu nome. Karina, sua antiga namorada dos tempos de jogador, havia voltado para a cidade. O destino, no entanto, parecia ter um senso de humor cruel: Karina fora contratada pelo Tupi, grande rival do Tupynambás, para trabalhar como repórter das redes sociais do clube.

Capturar6e655f6273bf52608.pngA conversa começou leve, cheia de lembranças e risadas discretas. Diferente de Luciana, Karina entendia as dores de Cal no futebol. Não havia justificativas empresariais, não havia negociações frias – apenas empatia. Aos poucos, a frustração que ele sentia com Luciana parecia menor ao lado da compreensão de Karina. Mas Cal sabia que aquele terreno era perigoso. Ele não podia se permitir confundir nostalgia com refúgio.

Os meses passaram, e a tensão dentro de casa parecia insuportável. Luciana percebia a distância crescente entre eles e temia pelo casamento. Foi então que tomou uma decisão inesperada: procurou Rafael Farias, o diretor do Tupynambás, e se ofereceu para ajudar o clube a conseguir reforços sem custos para o restante da temporada.

Com seus contatos no futebol, conseguiu fechar empréstimos valiosos: Matheus Sousa Lopes, um volante vindo do Mogi Mirim; Rafael Lucas, atacante do Bacabal; e Allan, zagueiro do Spartax.

A notícia foi dada pelo próprio Rafael, mas Luciana fez questão de estar presente. Quando Cal ouviu os nomes dos reforços, seus olhos brilharam. Finalmente, uma boa notícia depois de tanto tempo. Mas o que realmente o surpreendeu foi saber que Luciana estivera por trás da negociação.

Isso… isso foi você? – Ele perguntou, confuso.

Luciana assentiu, cruzando os braços.

— Sei que as coisas não têm sido fáceis entre nós, mas… isso aqui não é só sobre nós dois. É sobre o clube, sobre seu trabalho. E eu quero te ver vencer, Cal.

Por um instante, o treinador ficou sem palavras. Era a primeira vez em meses que sentia que Luciana estava ao seu lado, e não contra ele. Um sorriso brotou em seu rosto. Não resolveria tudo de uma vez, mas era um começo. Uma trégua. E, acima de tudo, uma nova esperança para o restante da temporada.


Enquanto isso no outro lado da cidade...

O Diálogo com Bruno

O Tupi não engrenava no Regional. Três jogos, nenhuma vitória. O esquema com cinco defensores não funcionava, e as críticas se acumulavam. No silêncio do vestiário, após mais uma derrota frustrante, dessa vez para o Linense (SP), Mácio chamou Bruno para uma conversa reservada.

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Precisamos mudar — disse o treinador, encarando o goleiro experiente.

Bruno cruzou os braços, pensativo.

— O time está espaçado. O ataque fica isolado e a defesa sobrecarregada. Talvez a gente precise reforçar o meio e dar liberdade para os alas.

Mácio assentiu. A ideia fazia sentido. O problema era convencer o elenco.


A Nova Filosofia

No centro da sala de reunião, Mácio desenhou um novo esquema no quadro tático.

Capturar66df204a5b42b0a35.pngVamos jogar no 3-5-2 — anunciou. — Três zagueiros, dois extremos defensivos que voltam para compor a defesa, e um meio-campo forte, com 2 volantes. O contra-ataque será nossa arma.

Houve murmúrios. Alguns pareciam céticos, mas Mamute, o jovem zagueiro, sorriu e ergueu a mão.

— Mister, eu confio. Vamos fazer isso dar certo.

As palavras do defensor quebraram a resistência de alguns. A partir dali, o Tupi mudaria sua identidade em campo.

📋 Nova formação


A Virada

O time encaixou. A confiança crescia a cada rodada. Nove vitórias em onze jogos. Os críticos que antes apontavam falhas agora elogiavam a disciplina tática do time. No vestiário, após uma vitória suada fora de casa, Mácio reuniu o elenco.

— O futebol é sobre acreditar no processo. Vocês acreditaram. Agora olhem onde estamos!

O grito coletivo ecoou. O G-4 era realidade.

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Um Reencontro Inesperado

No evento anual do futebol mineiro, Mácio cumprimentava dirigentes quando uma voz conhecida o chamou.

Mácio? Você mesmo?

Ele se virou e viu Karina. A jornalista estava ali, representando o Tupi nas redes sociais do clube. O encontro foi casual, mas trouxe lembranças de um passado distante.

Conversaram sobre futebol, sobre o crescimento do Tupi e, inevitavelmente, sobre Cal e o Tupynambás.

Parece que vocês dois estão se enfrentando em tudo, hein? — brincou Karina.

Mácio riu, mas ficou pensativo. A presença dela no rival seria um novo capítulo dessa disputa?


Final de Julho - Os Reforços e a Reunião

Na sala da diretoria, Nicolaz Plaza e Lucas Serafini eram apresentados. O presidente apertou a mão de Mácio com um sorriso.

Aqui estão seus primeiros reforços. Mais dois chegam em agosto.

Mácio assentiu. Com essas peças, o Tupi poderia sonhar mais alto. Mas o trabalho estava longe de terminar.

  • ElPerroMG mudou o título para Clássico Tu-Tu: A rivalidade que ecoa no futebol mineiro - Capítulo 5 - Conflitos, Reencontros e Recomeços (09/03/2025)
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O fantasma de Jahara!

Conseguiu trazer mais três nomes para o grupo do Tupynambás, o que acaba sendo muito importante nessa fase da história.

Já o Tupi está voando, encaixou muito bem o 3-5-2 e esse Gustavo Índio parece ser um jogador bem regular. Senti falta a tabela do Regional, como ficou até aqui?

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Digno de novela das 9 essa história com a Karina haha, foi parar logo no Tupi.

Apesar de nenhum sucesso de ambos no estadual, o alvinegro tá indo bem nesse Brasileirão Regional.

Postado

Tupi começou devagar mas ainda teve tempo de mudar o panorama geral, e está indo muito bem... já o seu rival, terá alguma competição no restante do ano?

Postado
  Em 09/03/2025 em 11:18, mfeitosa disse:

O fantasma de Jahara!

Conseguiu trazer mais três nomes para o grupo do Tupynambás, o que acaba sendo muito importante nessa fase da história.

Já o Tupi está voando, encaixou muito bem o 3-5-2 e esse Gustavo Índio parece ser um jogador bem regular. Senti falta a tabela do Regional, como ficou até aqui?

Expand  

Valeu, Feitosa!

O "fantasma de Jahara" segue assombrando, haha! Consegui trazer esses três reforços pro Tupynambás, e realmente foi essencial pra dar uma encorpada no elenco. Ainda falta ajustar algumas peças, mas já deu uma melhorada boa.

O Tupi tá surpreendendo demais! Esse 3-5-2 encaixou direitinho, e o Gustavo Índio virou aquele cara que sempre entrega uma nota 7, mesmo quando o time não tá tão bem. 

Sobre a tabela do Regional... confesso que não tirei print porque ainda não me adaptei a jogar com dois times no mesmo save e em divisões diferentes, hahahah! Vou trazer no próximo post.

  Em 11/03/2025 em 20:54, MitoMitológico disse:

Tupi começou devagar mas ainda teve tempo de mudar o panorama geral, e está indo muito bem... já o seu rival, terá alguma competição no restante do ano?

Expand  

Fala, MM!

Pois é, o Tupi começou meio lento, mas conseguiu se ajustar a tempo e agora tá mandando muito bem. O 3-5-2 encaixou direitinho, e o time tá mais consistente.

Já o Tupynambás ainda tem competição pela frente, sim! Tem o Pré-Regional, que é tipo uma eliminatória pra definir os times que jogam o Regional no ano seguinte. São duas fases eliminatórias e depois uma fase final de grupos, onde só o primeiro colocado sobe. Ou seja, é um caminho bem complicado, mas vamos tentar brigar por essa vaga!

  Em 10/03/2025 em 22:40, Fernandinhobol disse:

Digno de novela das 9 essa história com a Karina haha, foi parar logo no Tupi.

Apesar de nenhum sucesso de ambos no estadual, o alvinegro tá indo bem nesse Brasileirão Regional.

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Hahaha, pois é, Fernandinho! Essa história com a Karina tá parecendo roteiro de novela mesmo, e pra completar, ela foi parar justo no Tupi... Coincidência? Acho que não! 😂

No estadual, realmente nenhum dos dois brilhou, mas pelo menos o Tupi tá fazendo bonito no Brasileirão Regional. Depois daquele começo meio travado, o time embalou e agora tá bem na disputa.

Postado

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Capítulo 6 - Finais distintos (11/03/2025)

O avião pousou em Juiz de Fora sob um céu nublado. Rodrigo Junió e Elmo desceram com passos firmes, conscientes do peso da responsabilidade. Ao chegarem ao centro de treinamento do Tupynambás, foram recebidos por Cal, que os analisou com olhos de predador.

— Bem-vindos. Não temos tempo para adaptação. Preciso de vocês prontos agora — disse, apertando as mãos dos reforços.

Luciana, observando a cena, se aproximou de Cal e sussurrou:

— Boas adições. Se encaixarem bem, podem ser a diferença entre sucesso e fracasso.

Cal assentiu, mas antes que pudesse responder, seu celular vibrou. Notificação de Karina. Ele abriu e leu em voz baixa:

"Se não subirem, de nada adianta."

Ele bufou, irritado.

— Karina nunca perde a chance, né? Aliás, e porque ela já tem seu número particular? — comentou Luciana, arqueando a sobrancelha.

Cal apenas guardou o celular no bolso e voltou-se aos jogadores.

— Vamos trabalhar.

 


 Uma Estratégia Arriscada

No vestiário, antes do jogo da Taça Minas Gerais, Cal reuniu o time reserva.

O foco é o acesso. Vocês sabem disso. A diretoria sabe disso. A torcida pode não entender agora, mas quando estivermos no Regional, vão perceber que fizemos a escolha certa. Joguem com dignidade, mas não esqueçam: o verdadeiro desafio é o que vem depois.

O resultado? Três derrotas. Eliminação sem luta.

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As críticas vieram como tempestade. Karina não perdeu tempo e publicou um artigo direto:

"Se o plano der errado, esse jogo será lembrado como o início do fracasso."

Luciana entrou na sala de Cal, batendo a porta.

Já viu?

Cal apenas mostrou a tela do celular com a matéria aberta. Luciana cruzou os braços.

Se precisar que eu abafe isso, eu dou um jeito.

Ele sorriu, negando com a cabeça.

Deixa falarem. Daqui a pouco, eles vão estar cantando outra história.

Mas Karina não era qualquer jornalista. Ela não apenas escrevia sobre futebol — ela entendia de futebol. E entendia Cal melhor do que ele gostaria de admitir.

Naquela noite, ele encontrou seu telefone cheio de mensagens e ligações não atendidas. Entre elas, um único áudio de Karina:

Caaal… Eu sei que você tem um plano. Você sempre tem. Mas você já parou pra pensar se o plano é bom? Ou só quer provar que pode vencer do seu jeito?

Ele respirou fundo, ouvindo a voz dela. Karina sempre soube como provocar na medida certa, dando paz e tirando ele do sério na mesma proporção.

Ela sabia que ele não responderia.

E, mesmo assim, ele ficou encarando a tela por longos minutos.

 


O Peso do Acesso

No vestiário, antes do primeiro jogo da fase final do Pré-Regional, Cal olhou nos olhos de seus jogadores. Havia aprendido que antes de construir um time vencedor, era preciso quebrar a arrogância da derrota.

Mas, dessa vez, ele estava diferente.

Desde que assumira o time, sempre fora o treinador paciente, o que entendia os limites, o que sabia que cada jogador carregava um peso próprio. Mas algo dentro dele mudara. Talvez fosse a pressão. Talvez fosse Karina. Talvez fosse Luciana. Talvez fosse a lembrança amarga de bater na trave no Módulo II e ter que recomeçar do zero.

Virou-se para Allan primeiro.

Allan, me diga: vai me deixar na mão de novo?

O lateral abaixou a cabeça, envergonhado pela expulsão infantil contra o Íbis.

Não, professor. Eu juro.

Cal assentiu. Sem sorrisos, sem o tom compreensivo de sempre. Depois, virou-se para Júlio César.

Júlio, está pronto para outra cobrança?

O atacante respirou fundo. Todos lembravam do pênalti isolado no jogo decisivo da última fase. Júlio não era fraco. Mas carregar o rótulo de quem falhou quando o time mais precisou era um fardo cruel.

Ele apertou os punhos, encarando o treinador.

Sim. E dessa vez eu não erro.

Cal passou os olhos pelo resto do grupo. Viu rostos tensos, olhos fixos nele. Não era o Cal que conheciam. Sempre fora o estrategista tranquilo, o que falava baixinho e ganhava no detalhe. Agora, exalava outra energia.

Ele respirou fundo e soltou a última frase, carregada de peso:

O que aconteceu ficou para trás. Agora é o momento de mostrar do que somos feitos. Vamos para cima.

O silêncio dominou o vestiário. Nenhum jogador ousou desviar o olhar.

Não era apenas um jogo. Era um acerto de contas.

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O Jovem Protagonista

Cal já o observava há algum tempo. Cássio 24B era talentoso, mas ainda uma incógnita. Tinha qualidade, mas faltava-lhe algo—talvez confiança, talvez experiência, talvez coragem. O jovem era um dos três principais destaques da última peneira do Tupynambás, junto com Donieber 24A e Marcelo Franco 24C.

Na véspera da decisão, em vez de esperar que o garoto viesse até ele, Cal decidiu que era hora de dar o primeiro passo.

Foi até o campo onde os garotos da base treinavam. Chovia fino, o vento gelado cortava o ar, mas ali estava Cássio, suando, lutando por cada bola como se fosse a última.

O treinador cruzou os braços e esperou que o garoto o notasse. Levou poucos minutos.

Assim que viu Cal, Cássio travou. Seu coração disparou.

Professor? — perguntou, com um misto de ansiedade e surpresa.

Está frio hoje, né? — disse Cal, ignorando a formalidade.

Cássio assentiu, sem saber o que dizer. Se Cal estava ali, não era à toa.

O treinador deu um passo à frente.

Amanhã é um jogo grande.

O jovem assentiu de novo, engolindo seco. Sentia as pernas formigando.

Sei que ninguém aposta em você para começar jogando. Mas me diga uma coisa... — Cal estreitou os olhos. — Você acha que está pronto?

Cássio hesitou. A voz falhou na primeira tentativa de responder. Ele sabia que era talentoso, mas... pronto? Isso era outra coisa.

Eu... eu acho que sim.

Cal franziu a testa.

Acha?

Cássio respirou fundo. Suas mãos estavam suadas, mesmo no frio. Apertou os punhos.

Não. Eu estou pronto.

O treinador sorriu, de leve.

Ótimo. Então, entre e prove isso.

 

 


O Gol do Acesso

O jogo contra o Campos (RJ) era tudo ou nada. O empate não bastava. A pressão era insuportável. O tempo corria. O 0 a 0 persistia. O desespero aumentava. Até que Cássio 24B recebeu a bola na entrada da área. Girou rápido, soltou um chute seco. A bola beijou as redes. Explosão. O banco de reservas invadiu o campo. O Tupynambás estava no Regional.

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🗓️ Calendário fase de grupos Pré-Regional.

Na tribuna de imprensa, Karina e Luciana assistiam. Seus olhares se cruzaram. Karina sorriu de canto. Luciana manteve a expressão séria. Karina percebeu algo diferente: talvez Cal não fosse apenas um técnico promissor. Luciana viu outra coisa: talvez ele estivesse crescendo rápido demais e o maior ativo que ela poderia conseguir era um time maior pra ele.

Mas nada disso importava naquele momento. O Tupynambás havia conseguido. Eles estavam no Regional.

 


Enquanto isso no outro lado da cidade...

 

Reforços aprovados

Mácio entrou na sala do presidente do Tupi com um sorriso no rosto. Ele nem esperou se sentar e já foi falando:

— É disso que eu tava falando, presidente! Betinho! Atacante raiz, forte, fazedor de gol! Chega de modinha que só quer tocar de lado igual aquele time do Cal!

O presidente sorriu, satisfeito com o entusiasmo do treinador.

— E Flávio Nunes? Zagueiro raiz, daqueles que não tem medo de dar chutão. Esse time precisava disso! Agora a gente tem um matador na frente e um xerife atrás! — completou Márcio, batendo a mão na mesa.

O presidente balançou a cabeça positivamente.

— Confio em você, Mácio. Trouxemos os jogadores que você pediu. Agora, faça esse time jogar.

Mácio se levantou, estendeu a mão para o presidente e apertou firme.

— Pode deixar, chefe. Esse ano vai ser diferente.


 A Queda na Taça Minas Gerais

A derrota para o Athletic na última rodada da Taça Minas Gerais deixou Márcio inquieto. O empate contra a Caldense e o tropeço diante do Mamoré custaram a classificação. Sentado na sala da diretoria, ele cruzou os braços e balançou a cabeça.

— Perdemos uma chance de testar melhor o time. Esses jogos eram pra ajustar a equipe, presidente.

O dirigente respirou fundo e, com um tom sereno, respondeu:

— Sabíamos que não era o momento, Márcio. O foco é o Brasileirão Regional. Você fez o certo em rodar o elenco.

Mácio assentiu, mas a frustração ainda estava lá. Ele queria mais.

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O Domínio no Regional

O Tupi entrou no Brasileirão Regional com tudo. Sete vitórias em oito jogos e a classificação antecipada. Betinho era o homem-gol que Mácio sempre quis. Após mais uma vitória, em entrevista, o treinador não poupou elogios:

— Betinho tá voando! Seis gols no campeonato! Atacante de verdade, faz o simples e guarda. E Gustavo Índio também merece aplausos, tem sido peça-chave no meio.

Com a vaga garantida, Márcio decidiu poupar o time nas últimas rodadas, preparando o elenco para o mata-mata.

— Agora é foco total na fase eliminatória. O verdadeiro campeonato começa agora. — declarou na coletiva.

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🗓️ Tabela com o restantes dos jogos da Fase Inicial.


MA Ilusão do Controle

No primeiro jogo do mata-mata contra o Noroeste, o Tupi fez o dever de casa e venceu por 2x1. Mácio estava confiante.

Mas no jogo da volta, tudo desmoronou.

O Noroeste abriu o placar cedo. O segundo gol veio ainda no primeiro tempo. E aos 78 minutos, o golpe final: 3x0.

Márcio colocou as mãos na cabeça. O apito final soou, e ele sentiu um nó no estômago. No vestiário, silêncio absoluto. Ele nunca esteve realmente no controle.

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Após a coletiva, saiu cabisbaixo pelo corredor do estádio. Foi quando viu Karina, a repórter que sempre acompanhava o Tupi.

— Tá difícil, Mácio? — perguntou ela, com um sorriso compreensivo.

Ele suspirou.

— Karina, achei que a gente tava pronto. Mas hoje... tudo desmoronou. Será que eu errei em tudo?

Ela cruzou os braços e olhou para ele com firmeza.

— Futebol é assim. Nem sempre se ganha. Mas o Tupi tem um time forte, e você tem uma ideia de jogo clara. Agora é aprender com isso e seguir em frente.

Ele a encarou, pensando nas palavras.

— E o futuro do Tupi? Ainda há esperança? — perguntou ele, mais para si mesmo do que para ela.

Karina sorriu.

— Sempre há. A pergunta é: você ainda acredita?

Mácio ficou em silêncio. Mas no fundo, sabia a resposta.

 

Continua...


 

  • ElPerroMG mudou o título para Clássico Tu-Tu: A rivalidade que ecoa no futebol mineiro - Capítulo 6 - Finais distintos (11/03/2025)
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A Taça Minas era algo realmente complicado para o Tupynambás, mas no Pré-Regional o time fez o que realmente importava, que era conquistar o acesso. Campanha muito consistente, principalmente jogando em casa.

Já o Tupi, melhor estruturado, já conseguiu fazer uma campanha melhor na Taça Minas, embora frustrante, e foi muito bem na fase regular do Regional. Infelizmente, tombou feio diante do Noroeste. Uma pena, mas percebe-se uma evolução no trabalho.

Vamos em frente!

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  Em 12/03/2025 em 13:26, mfeitosa disse:

A Taça Minas era algo realmente complicado para o Tupynambás, mas no Pré-Regional o time fez o que realmente importava, que era conquistar o acesso. Campanha muito consistente, principalmente jogando em casa.

Já o Tupi, melhor estruturado, já conseguiu fazer uma campanha melhor na Taça Minas, embora frustrante, e foi muito bem na fase regular do Regional. Infelizmente, tombou feio diante do Noroeste. Uma pena, mas percebe-se uma evolução no trabalho.

Vamos em frente!

Expand  

Verdade, Feitosa! 

O Tupynambás realmente teve dificuldades na Taça Minas, mas soube focar no objetivo principal e fez valer o fator casa no Pré-Regional para garantir o acesso. Campanha segura e eficiente.

Já o Tupi, mesmo com mais estrutura, acabou sentindo o peso das decisões. A queda para o Noroeste foi dura, mas, como você disse, dá para notar uma evolução clara no projeto. A frustração de agora pode ser combustível para um futuro ainda mais promissor.

Postado

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Capítulo 7 - Balanço da temporada (15/03/2025)

Cal ajeitou a cadeira na sala de reuniões do Tupynambás. Rafael Farias, diretor do clube, estava à sua frente, enquanto os olheiros, Antônio Carlos Malheiros Júnior e Gustavo Almião Júnior, folheavam as anotações. O clima era de análise profunda.

— Bom, vamos direto ao ponto — disse Antônio Carlos. — Apenas dois jogadores tiveram mais de 2.000 minutos em campo: Gui e Wilson.

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— Isso explica um pouco a falta de entrosamento em alguns momentos — ponderou Cal. — Precisamos de mais jogadores regulares. Não dá para depender só de dois nomes para manter a base do time.

— Entre 1.000 e 2.000 minutos, tivemos cinco jogadores: Yuan, Júlio César, Carlos Afonso, Luís Antônio e Matheus, o goleiro — continuou Gustavo Almião. — Depois, Matheus foi substituído por Rodrigo Júnior, que teve 990 minutos em campo.

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Rafael coçou o queixo, pensativo.

— Isso quer dizer que rodamos demais o elenco? — perguntou ele.

Em excesso. — Cal cruzou os braços. — Precisamos de uma espinha dorsal mais consistente.

— Só um jogador teve uma classificação média acima de 7. Júlio César fechou com 7,36. — Gustavo olhou para Cal. — E foi também o artilheiro da temporada, 17 gols em 20 jogos.

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🔎 Análise Júlio Cesar

Cal sorriu brevemente.

Esse garoto tem faro de gol. Podemos construir mais em cima dele.

— O líder de assistências foi Carlos Afonso. — Antônio apontou para um gráfico. — No Brasileirão Regional, tivemos 57% de posse de bola, 4.578 passes trocados e 87% de acerto. Já no Campeonato Mineiro Módulo III, subimos para 64% de posse, 4.512 passes e 88% de acerto.

Rafael assentiu.

— Estatísticas impressionantes.

Mas será que são eficientes? — Cal levantou a sobrancelha. — Marcamos 53 gols na temporada, média de 2,4 por jogo. Tivemos 12,2 finalizações por jogo, mas sofremos 1,7 gols por partida, enquanto a média do Regional é 1,43. Estamos devendo na defesa.

Rafael fez uma anotação.

— E o xG? — perguntou ele.

Nosso xG sem pênaltis foi 1,45. — Gustavo respondeu rapidamente. — Luis Antônio se destacou na construção, figurando entre os melhores passadores do Pré-Regional.

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🔎 Ataque
🔎 Defesa

Antônio então pigarreou e olhou para Cal antes de soltar a bomba.

— O problema maior foi o físico. Nosso desempenho ficou no pior quadrante da competição.

Rafael franziu o cenho.

— Precisamos de mais intensidade?

Cal balançou a cabeça e bateu a mão na mesa.

Não. A bola tem que correr, não os jogadores. Quero um time técnico, que controle o jogo com qualidade. Correr por correr não adianta nada.

Rafael suspirou.

— Certo, então precisamos de jogadores mais técnicos na próxima temporada?

Cal se recostou na cadeira e assentiu.

Sem dúvida.


Já em casa, Luciana observava Cal sentado no sofá, um olhar distante no rosto.

— O que você realmente achou? — perguntou ela, puxando a cadeira.

Cal esfregou o rosto com as mãos antes de responder.

Estou no limite. Tento impor meu modelo de jogo, mas não tenho as peças certas. Como posso jogar tiki-taka sem passadores de qualidade? Não dá para executar sem jogadores mais técnicos.

Luciana assentiu, compreensiva.

— Então, qual o próximo passo?

Cal respirou fundo, olhando para ela.

Reformulação. Ou adaptamos o modelo, ou mudamos as peças.

______________________________________________________________________________________________________________________

No outro lado da ciade...

A sala de reuniões do Tupi estava silenciosa quando Renato Silva, CEO do clube, cruzou os braços e olhou diretamente para Mácio.

— E aí, Mácio, já conversou com o estagiário sobre os números da temporada? — perguntou, com um tom que misturava cobrança e curiosidade.

Mácio coçou a cabeça, desviando o olhar.

— Tô resolvendo umas coisas antes, Renato. Mas já, já vejo isso aí…

Renato bufou, mas não insistiu. Mácio já era conhecido por sua aversão a estatísticas.


Naquela mesma tarde, o estagiário, um jovem entusiasmado de óculos fundo de garrafa, abordou Mácio na saída do treino.

— Professor, preciso conversar sobre os números da temporada…

Mácio revirou os olhos.

— Números? Que números? Preciso saber se ganhamos ou não! Quem gosta de número é matemático! O que adianta saber isso, aquilo, se no final perdemos? — esbravejou e saiu batendo os pés.


Mais tarde, Mácio sentou-se no Bar do Bigode, famoso pelo melhor torresmo de Juiz de Fora. Abriu uma cerveja e afundou na cadeira.

— Esses caras acham que futebol se joga com calculadora! — disse para um dos garçons, já meio tonto. — O time jogou bem, perdeu, e querem saber de número? O que interessa é que tomamos três do Noroeste e fomos eliminados!

O garçom apenas assentiu, acostumado com clientes desabafando depois de derrotas amargas.


Na manhã seguinte, já sóbrio e tomando café em casa, Mácio abriu o e-mail e viu a lista de estatísticas enviadas pelo estagiário. Suspirou fundo e começou a ler:

  • Bruno foi o jogador que mais jogou na temporada, com 3.870 minutos.
  • 10 jogadores tiveram mais de 3.000 minutos em campo.
  • 9 jogadores tiveram entre 1.000 e 3.000 minutos.
  • Gustavo Índio e Maranhão terminaram empatados na artilharia, ambos com 17 gols.
  • Liedson Kerber, de 17 anos, impressionou com 15 gols em 22 jogos como titular, além de 21 jogos saindo do banco.
  • Betinho fez 6 gols em 12 jogos, liderando em média de classificação com 7,08.
  • Dudu foi o líder em assistências com 14.

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Mácio resmungou alto.

— Odeio esse nome… MOE… Que frescura! — bufou.

Continuou lendo:

  • Média de 2,31 gols marcados por jogo e 1,44 gols sofridos.

P*ta que pariu! Minha defesa foi um lixo! — gritou, furioso.

  • O time chutou 13,09 vezes por jogo, com um xG de 1,55 sem pênaltis.
  • Defensivamente, o time foi melhor que a média geral em quase todos os quesitos, exceto em faltas cometidas. O Tupi teve 14,94 faltas por jogo, enquanto a média geral era 11.

Mácio deu um soco na mesa.

Isso sim é dado bom! Estamos dando pau nos caras! — comemorou.

  • 76% de desarmes ganhos.

Mácio bateu palmas sozinho.

— Isso é vitória pra mim!

  • 9,50 dribles por jogo.

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🔎 Ataque
🔎 Defesa

A expressão de Mácio mudou instantaneamente.

— Drible? DRIBLE?! O que esses caras pensam que são? Garrincha?! Futebol é simples! Toca e chuta, nada de firula! — esbravejou, atirando o papel na mesa.


De repente, seu celular vibrou. Uma mensagem de Karina:

“Então isso era um convite pra sair?”

O coração de Mácio gelou. Ele havia apagado a conversa da noite anterior e não lembrava de ter falado nada disso. Será que tinha mandado um “verde” sem querer? Ou será que tinha realmente chamado Karina para sair?

Olhou para a tela, confuso. Não podia demonstrar que não lembrava.

Preciso parar de beber… pensou, enquanto digitava uma resposta cuidadosa.

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